terça-feira, 31 de março de 2015

... eles estão construindo uma prisão, para eu e vc vivermos lá...

"(They're trying to build a prison) They're trying to build a prison, They're trying to build a prison, They're trying to build a prison, (For you and me to live in) Another prison system, Another prison system, Another prison system, (For you and me)" Como já denunciava há alguns anos atrás, o SYSTEM OF A DOWN acertou quando disse em meio a acordes raivosos que eles querem nos prender num sistema prisional cruel, estúpido e violento. Hoje, nossos "queridos" deputados, a maioria de conhecida postura reacionária, votaram a FAVOR que a maioridade penal no Brasil passe de 18 anos para 16. Isso por que na cabeça desses ignorantes, reduziria os crimes praticados por menores e aumentaria as chances de punição com a responsabilização de crimes bárbaros e hediondos praticados por menores. Mas o buraco é mais embaixo. Eu sou professora da rede pública e lido com alunos em situações deploráveis. Deploráveis de todas as formas, eles são violentados pelo racismo, pela fome, pelo estado omisso, pelo desvio de verbas, pela má vontade e etc. A única "esperança" que meus alunos visualizam de futuro é roubando, vendendo drogas e daí pra pior. E eu não li isso de nenhum imbecil teórico, eu VIVO isso. Eles ouvem funk ostentação que fala de armas e drogas e riqueza. E quem não deseja ter uma vida boa? Eles não tem culpa desse pensamento. Eles nasceram e cresceram na miséria, sem uma família que os de apoio. Muitos estão na escola pra manter os trocadinhos do bolsa-família e nada mais. Eu e outros professores tentamos dar uma perspectiva de futuro, mas como dizer que eles tem futuro se o estado não manda merenda e a maioria deles se agarra a alimentação escolar pra ter pelo menos a refeição do dia garantida? Quem estuda com fome? Investir em educação não é um cliche. É extrema necessidade! Como querem que os alunos sejam atraídos para estudar se lhes oferecem uma escola escrota, sucateada e que quando vemos no registro das secretarias de educação, os papéis apontam que a escola tá uma beleza? TODO MUNDO GOSTA DE AMBIENTES BONITOS E CONFORTO! Mas para os nossos deputados, o MUST da vez é a redução da maioridade penal. Sempre esse país escroto no retrocesso da coisa. Usando andiroba pra conter dor de gangrena. É triste que para o Estado, avanço na legislação é a prisão de menores. Isso não gera justiça e muito menos gera menor impunidade. É mais pratico para todos os setores investir pesado em educação do que acumular processos no judiciário e depois sustentar esse povo nas cadeias, não produzindo nada para a nação. quando o governo mantém uma escola esculhambada, ele MATA INÚMEROS FUTUROS DOUTORES QUE PODERIAM PRODUZIR PARA O BRASIL. Outra questão que eu gostaria de pontuar é para vcs que são pais: DIGAM NÃO PARA SEUS FILHOS. Os pais perderam as rédeas familiares e isso é torturante socialmente. Tem mãe que vai na escola e ri quando o filho tira nota vermelha. Tem pai que se endivida comprando caralho de celular moderno pro moleque ficar na escola compartilhando videos de sexo pelo whatsapp. Quando chamamos um pai desses pra reclamar, a gente só ouve "mas eles já nascem sabendo né? como vou controlar? como vou dizer não?" e engana-se quem pensa que isso é somente mais um problema da escola publica. é FREQUENTE EM DEMASIA na escola particular tbm. ricos e pobres de mãos dadas na deseducação, irresponsabilidade e criação de uma parcela violenta e sem limites da população. a miséira não é só falta de dinheiro, é falta de amor. amar é dizer não também. seu filho e nós sociedade vamos agradecer. Também é importante estimular dentro de casa o diálogo aberto sobre tudo. não seja apenas aquele que gerou a família, seja amigo de seus filhos. não seja um reacionário filho da puta. E o que eu sou a favor? Sou a favor da ADEQUAÇÃO DA PENA. quando um adolescente ou criança comente um crime de natureza hedionda, que choque a opinião publica, que ele seja julgado como tal. a adequação penal é realidade na Inglaterra por exemplo, uma vez que dois meninos de 12 e 9 mataram um menino de 5, eles foram julgados como adultos e cumprem pena de prisão perpétua até hoje por chocarem a sociedade devida a violência do crime.(procurem na internet se tiverem coragem) a adequação da pena é menos impactante por que a figura do menor infrator existe não fere o ECA(que alias, se ele fosse cumprido a risca, não teríamos essa sociedade escrota do jeito que está). também acho importante dizer que no Brasil, nossas leis são lindas, maravilhosas, PORÉM a nossa sociedade não ve o menor interesse de cumpri-las. aí os deputados desocupados nos enchem de pecs. leia as leis e vão ver como até o ar que nós respiramos já recebeu alguma proposta de pec. garanto que se aquela parte da constituição que fala sobre o direito a educação e saúde fosse cumprida, nada disso estaria acontecendo. direitos esses que não se trata só de construir um postinho de saúde ou uma escola, é de INVESTIR nisso. Essa pec ainda tem um longo caminho pra percorrer até virar uma efetiva emenda constitucional. Se aprovada, é o começo do fim desde país, que cada dia definha mais por suas ideias ignorantes. um bonus: dez casos assustadores de crianças assassinas. observem as penas aplicadas. isso é adequação penal.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

50 tons de RETROCESSO.

Olá, Hoje farei um texto falando mal dos 50 tons de cinza, se vc é daqueles fãs que enchem o saco quando leem uma virgula ruim sobre seu objeto de desejo, de o fora. se vc é daqueles que toleram pessoas falando mal do seu objeto de desejo, sejam bem vindos. Quando tava no auge dos cinquenta tons de cinza, eu como uma ávida leitora fui procurar saber o que é. só ouvia o povo falar que era uma história erótica. adoro sexo. gosto de tudo relacionado a sexo, seja fazer ou conhecer curiosidades, aprender sobre aquelas coisas de sex shop. claro que me encantei quando falaram que era um livro erótico. acreditei piamente que não era mais um romance de banca de revista, tipo Julia, sei lá, vcs sabem do que eu to falando. É algo pior. por que junta todos os elementos de romances ruins e põe o fetiche de dominação na parada. a menina frágil, que não sabe nem se tá viva e o macho comedor. este macho comedor que se aproveita da mulher que não sabe viver sem um macho. ah coisa ridícula e cliché. gente, quem faz dominação é gente que tem muita personalidade, personalidade muito forte. pra mim a história tem elementos claros de abuso no relacionamento. o cara controla tudo na vida da doida lá. o que é pior ainda pois, na época em que vivemos que protestamos e criamos leis contra a violencia doméstica, ai o mundo todo vai ao cinema aplaudir um relacionamento doentio que tanto queremos eliminar de nossa sociedade? eu não aguentei. li uns 2 capitulos e abandonei. conversei com pessoas que já tinham lido e achado "lindo". lindo como? ser obrigada a tomar anti concepcional por que o seu parceiro não quer usar camisinha? por que quando a doida engravida ele é tomado de raiva desmedida, como se ela tivesse feito o filho sozinha? um livro completamente machista! tudo o contrário do atual momento que estamos vivendo. não tenho nada contra fetiches, pra falar a verdade eu acho legal, o que caga a obra de E.L. é o contexto e os pormenores. também não quero que neste momento, vc fã jogue fora sua coleção, nada disso(vende logo essa porra e lucre algo com isso), só acho perigoso é que esse livro altamente popular possa causar um retrocesso em relacionamentos de maneira geral. permitir o controle do outro, como propriedade. quando ao sadomasoquismo, pra quem gosta, ok, ele só não pode ser visto como um artificio machista, é um fetiche sexual, como se masturbar pensando em dois homens ou duas mulheres se pegando, mesmo vc não sendo gay.como eu disse, tudo é o maldito contexto. os 50 tons de cinza perderam a oportunidade de desmistificar o, para muitos, o misterioso mundo sadomasoquista, ou até a oportunidade de estimular os leitores a tirar seus tabus sobre sexualidade. mas não. pra fechar com chave de bosta, ele castiga ela, fora do contexto da fantasia da cama. com chicote. como em todas as histórias que conhecemos de violencia doméstica, ELA se convence que agiu errado e VOLTA PRO AGRESSOR! CARALHO!!! PAREM! ainda tem mais hein: muitos veículos de comunicação po~e como ´titulo de suas reportagens como se 50 tons de cinza fosse o reflexo dos desejos mais ocultos das mulheres. amigos, o que mulher quer é um oral melhor, alguém que entenda que anal não se faz de qualquer jeito, que nem todas as mulheres sabem ou gostam de fazer garganta profunda. que beijo grego faz sim parte do nosso imaginário. mas aí quando uma série mostra isso, as pessoas ficam com nojo. cheguei a conclusão que a obra é uma bosta e não sei se as pessoas gostam por que não refletem criticamente sobre o que estão lendo e absorvem qualquer coisa, ou se elas que são ruins mesmo e acham que a vida é assim, pronto e acabou-se. *************************************** aproveito a oportunidade e compartilho com vcs esse texto que li no facebook: Sobre 50 tons de cinza: 50 tons não é romantico. 50 tons não é sobre BDSM. 50 tons retrata tudo o que NÃO É BDSM e mostra uma relação extremamente abusiva. Para quem não sabe, Cinquenta Tons de Cinza foi, inicialmente, uma fanfiction da saga Crepúsculo. O livro fala do relacionamento de uma "recatada moça virgem" que conhece Christian Grey, um empresario milionário que pratica sadomasoquismo e quer que Anastasia seja sua nova submissa. Ela aceita e assina um contrato que estipula, entre outras coisas, quantas horas ela deve dormir por noite, o que pode comer e quantas vezes por semana deve praticar exercício físico. Grey também escolhe sua ginecologista, seu personal trainer, seus seguranças, COMPRA a empresa que a menina trabalha e lhe afasta de todos os seus amigos. Seria muito bom se fosse um livro que estimulasse os leitores a explorar sua própria sexualidade, ou um livro que desmistificasse os tabus dentro do sadomasoquismo. Mas ao contrario disso, o livro associa o fetiche de Grey por BDSM com os traumas de infância que ele sofreu, como se fosse uma doença que precisa de cura. A personagem principal, não poderia ser mais cliche. Na verdade ela é uma copia da Bella de Crepúsculo: introvertida, tem baixa autoestima, problemas com o pai... E quando conhece Christian Grey, Anastasia é virgem e nunca se masturbou na vida. Quando inicia a relação com ele, ela não apenas goza milhões de vezes e todas as vezes, como também aceita entrar em uma relação BDSM. Como se isso fosse a coisa mais normal do universo pra quem nem se masturbava antes. Isso faz com que, muitas (muitas) mulheres achem que tem algo de errado com elas. O relacionamento deles é claramente abusivo: fora o fato de que ele controla até o que ela come e a obriga a tomar anticoncepcional pra que ele não tenha que usar camisinha (?), ele ainda ignora a palavra de segurança, e fica irritado com ela por ela ter dito a safe word. No final do primeiro livro, Anastásia foge pela casa de Grey quando ele ia castigá-la com uns tapas, mas se convence que agiu "errado" com o "dominador" e volta. Ele bate nela com um chicote, e bate mais do que deveria, machuca ela, adorando toda a situação. Ela chora, vai embora, fica brava. Eles voltam (claro!!!). Quando eles se casam, a primeira coisa que ele diz pra ela é "Finalmente você é minha." Quando ela engravida, ele fica puto e some por horas. Entre tantos outros exemplos.. O livro faz com que as mulheres pensem que é normal estar em um relacionamento abusivo. Que é normal se submeter a humilhações e exigências do seu parceiro (e olha que eu to falando "fora" da cama ein). O livro faz com que as mulheres achem que precisam de um homem pra dar um jeito em suas vidas. Esse livro não é libertador. Esse livro passa uma ideia errada sobre BDSM. Esse livro passa uma ideia errada de relacionamentos ideiais. Christian Grey não é romântico, muito menos "o sonho de toda mulher." Parem de romantizar a violência. Texto de Ana Luisa Hickmann

sábado, 3 de janeiro de 2015

Vou pedir pra voce voltar!

Nasci em 1990 e claro que ouvi Tim Maia no rádio, na tv, mas não era minha preferencia nessa idade, preferia as musiquinhas infantis. Porém nunca me recusei a ouvir, pelo contrário, sempre foi muito agradável aos meus ouvidos aquela voz rouca masculina, até nas músicas de temática triste. Tem uma coisa que eu acho que nunca contei pra ninguém, e estou contando agora, é que adoro saber da vida dos artistas. adoro. pra mim a trajetória de vida de um artista explica muito sobre a sua arte. Se eu disser que sou fã de Tim Maia há anos é mentira, apesar de sempre gostar de suas músicas. Eu não conhecia nada de Tim Maia além das músicas e seu famoso e triste show incompleto. Porém né, a Globo fez algo que preste e exibiu uma microssérie sobre a vida deste nobre artista, que me emocionou muito, inclusive agora escrevendo para voces. eu não sabia, por exemplo, que ele tinha lançado Roberto Carlos, que ele era amigo do Erasmo no começo da carreira. Que ele era demais exagerado em seus sentimentos (o que explica sua música sempre profunda) e eu sabia da parte da cultura racional, mas sabia pouco. Tim Maia é uma raridade de pessoa que eu gosto muito: aquelas que vivem intensamente e desmedidamente. pode ser uma perdição, mas o que não é? cada um se perde nesta vida a sua maneira. bacana foi ele que deixou um legado histórico e musical incrível para este país, que hoje em dia é mergulhado no arrocha. Ele foi tão sensacional que até as músicas de cornice dele são ótimas e tocantes. Não mexa na dor do homem! uma cornice de respeito. Como eu não vivi a era Tim Maia em sua totalidade, mas vivi a era Amy Winehouse, me lembrei muito dela e a comparo com o Tim por que ambos eram intensos demais para a vida,sensíveis ao extremo, talvez isso tenha acarretado as doses altas de drogas e de produções musicais excelentes. Não os julgo ou faço um discurso anti drogas por que é muito delicada essa questão no meio artístico. também não estou apoiando. na verdade eu lamento muito por eles terem partidos jovens. Ontem no final da série, fiquei com o choro entalado de emoção. Um artista brilhante, querendo ou não, trabalhou até o final da vida. O que eu gosto no Tim Maia é a verdade de seus sentimentos em suas músicas. Uma coisa que quase não existe hoje e já quase não existia na época dele. O próprio Roberto Carlos parecia uma coisa tão sem sal perto dele. Se ele nos deixou um aprendizado foi "viva a vida, afinal ela é pra ser vivida." Ele ganhou mais uma admiradora.
ps.: Ai, o Roberto Carlos é sem sal demais. e não é nada de herói como alguns críticos pintaram sobre a minissérie da globo. alias, vejo ele como um grande traíra.

sábado, 27 de dezembro de 2014

um abraço, 2014! seja bem vindo, 2015!

ai ai 2014! Chegou a hora de escrever sobre você e nem sei como! foi um ano difícil e surpreendente em vários aspectos, diria que foi um ano em que realizei sonhos, que senti uma felicidade e uma adrenalina gostosa que há muito não sentia. Minha vida estava precisando disso. e veio. 2014 começou com mais uma rejeição da ufpa, o que abalou muito como sempre. mas fui a luta e continuei a estudar né, jamais desistir. Porém, ao longo do ano vai batendo o desanimo,e me sentia tão desanimada a ponto de achar que estava entrando em depressão. Odeio ser professora e tinha um sonho há anos guardado na gaveta, que é o de entrar pro mundo jurídico. Desde quando saí da uepa, jurei pra mim mesma que só faria o que eu realmente quisesse. E foi, passei na Unama. Não foi minha primeira opção, mas sou concursada, tenho uma vida financeira sem atropelos e posso solicitar o fies, é uma instituição de renome, por que não? além de não ter greves né, o que já é muito importante pra mim. Me sinto feliz e muito honrada, foi um presente de Deus essa aprovação. Só Deus sabe o quanto penei até esta aprovação. Agora é se formar :) Em 2014 realizei meu sonho de amor. Tudo o que eu quis de amor aconteceu: casei com um cara maravilhoso, meu melhor amigo, amante, parceiro, que me põe pra cima e me apoia. Eu digo que é um sonho de amor por que eu antes de noivar achava mais facil terminar com o Bruno e seguir a vida solteira. E eu não queria isso. E eu não quero isso. Jamais. Parafraseando a Beyoncé, o amor do Bruno parece as 4 estações acontecendo dentro de mim; Que ele permaneça confortável na minha pele por muitos e muitos anos aí.
(essa foto é um maravilhoso fotógrafo, William Favacho, que junto com a minha madrinha Milene Sousa e sua amiga Giordana Cardoso, me ensinaram a apreciar a fina arte da fotografia) 2014 foi um ano mega dificil pra mim quando se trata da família, ainda mais que minha mãe se operou do coração. Nunca tive que ter tanta força de acreditar na fé, acreditar em Deus, clamar por nossa Senhora de Nazaré e eles atenderam o meu pedido. Minha mãe voltou pra Belém curada, bem. Um alívio! Também aprendi em 2014, que colando da Meghan Treinor, eu sou mais um baixo do que uma flauta. Eu sou perfeita do jeito que sou, eu gosto de mim assim e não tenho por que pertencer a sociedade se o que realmente importa sou eu. Devemos nos amar, não importa se somos gordos, magros, cheios de espinhas ou não. não é pecado fazer dieta e malhar, desde que seja exclusivamente pra vc ser feliz e não por que a sociedade te cobra um padrão. Também vale lembrar que se amar é cuidar da saúde. Nem sempre ser magro é sinal de saúde. Nem ser gordo é um ideal de saúde. Mas ser refém de padrões é extremamente maléfico a nossa saúde e a nossa alma. Esse ano me ensinou a ter uma fé maior do que eu já tenho, me ensinou que ter coragem é fundamental e que sim, sonhos se realizam e na vida, ou vc assiste ela passar, ou vai a luta e vive, de fato e de direito. Espero que 2015 seja um ano tão incrivel como 2014 foi, que tenhamos momento de alegria e tristeza, de luta e de glória, que nossa vida tenha aquela gostosa agitação que nos dá animo de viver!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

trabalhe com o que ama e não terá um dia de traERROR

Relações de amor e trabalho são confusas para mim. Até antes de me formar, achava que trabalhar era apenas executar aquilo para o qual fui treinada(isso mesmo, esse pensamento frio e calculista) mas aí percebi que o buraco é mais embaixo quando finalmente fui por a mão na massa. Eu já tinha percebido no estágio que dar aulas não é minha praia, mas aí fui sempre pela máxima "melhor com o diploma, tudo fica mais fácil" e realmente é mais fácil de progredir na vida. tenho 1 ano de concursada na seduc, quase 2 de sala de aula e não consigo sentir o mínimo de apatia pelo meu trabalho. O pior de tudo é que quando abro a boca pra reclamar, aparece alguém pra me censurar. Pior ainda quando digo que quero mudar de profissão e buscar algo que eu goste: é o equivalente a algumas pessoas me verem como Hitler. Sério. as vezes tenho a impressão que todos podem ser felizes nos seus trabalhos e eu não. Meu marido é um ótimo professor e creio que pelo menos 70% do seu bom trabalho nas escolas se deva por ele amar o que faz. Mas eu não amo o que faço e me considero péssima. Me sinto mal até em pensar em ir, falar alto com os alunos pra pelo menos tentar que eles me escutem, preencher diários, ver o governo sacanear a gente e perceber que todo ano será assim por que na educação não existe uma promoção. Ser professor é ser sempre professor, não importa se é diretor ou coordenador. Ainda não vi nenhum aspecto da educação que me agrade de verdade.
Eu pretendo mudar de carreira por que essa tá difícil pra mim. E gostaria que a sociedade respeitasse todas as pessoas que, por várias razões, querem também mudar. Ora, por que não podemos ter a liberdade social de não nos abominarem com seus olhares quando dizemos que queremos mudar de carreira? Acho tão ridículo quando algumas pessoas dizem pra mim "mas vc é concursada, tem a vida feita, pra que mudar?" Ora, ter a vida feita é ser infeliz? não, obrigada. É quase como aquele papo antigo "tanta gente na África passando fome e tu vai deixar esse restinho de comida no prato?" -Me diga vc quantas vezes vc já doou neste ano comida para os africanos? Ou para um mendigo perto do seu bairro? Não me arrependo, em nenhum momento do curso que eu fiz. Amo ciências da religião e não imagino minha vida sem essa experiencia acadêmica. Só não me dou bem com o fato de ser professora, ouvir da sociedade inteira algo como "se vc quisesse dinheiro e prestígio não faria licenciatura" "professor é vagabundo" ou a pior "dessa profissão só se extrai amor, por que dinheiro, valor social não tem, acostume-se" e, as vezes, ouvir de colegas de profissão que eu não tenho manejo de sala de aula(pudera né, eu tenho 45 minutos em cada turma - que são 30 de ensino religioso- se eu parar pra ir procurar 3 que furaram aula, mas antes nem sair de casa). Tudo isso é muito desgastante e desmotivante pra mim. Não sou eu que vou mudar a educação (muitos já se aposentaram tentando isso),então pelo menos que eu me mude. Não é uma fraqueza, mas é cansativo estar mergulhada no mar de negatividade e sair. Meu marido sempre gostou de ser professor e o admiro por isso. Eu que não nasci pra isso e acho mais do que digno ir procurar minha praia. Sem os olhares repressivos. Também tenho direito de ser feliz profissionalmente.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Agora é valendoooo!

Olá! Estou de volta, pondo minha vida nos eixos e pondo projetos em Prática. Atualizei o Mobile com Açaí e criei um novo blog voltado para as noivas e noivos do meu Brasil, o Concretizando do meu Jeito o espaço mais democrático da internet quando se fala em casamentos. Afinal, tenho que ter pajem e dama de honra pra ter um casamento que preste? o que é melhor: somente um registro civil da união ou um festão? com ou sem cerimonialista? tudo isso e muito mais lá! o Mobile com açaí reativei pois adoro tecnologia mobile e é bom ajudar os outros a entenderem esse mundo, até por que já tem blogs demais voltados pro publico avançado. Quanto ao ELH já é promessa antiga eu escrever com mais frequencia, já deve ter muitos de vcs com raiva de mim, mas saibam que agora vai, doido! Vou postar sempre temas diversificados e até lançar uma série de posts temáticos. a primeira série é sobre livros, em 2015 já. muito obrigada por estarem conosco! beijos!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

bloqueio

que saudade de estar aqui! passei tanto tempo tentando me reencontrar que esqueci dos meus lugares favoritos. vcs podem pensar que é besteira, mas escrever solta, sem regras, sem avaliações é uma terapia pra mim e ultimamente estava dificil sentar e mostrar minhas ideias no mundo, por mais bestas que pareçam. quase comecei a chorar quando fiz o login. estava a muito tempo sem coragem, sem força, sem criatividade para escrever. liguei uma música (oh, como sempre!) e aí deixei os dedos escreverem isso aí que vcs estão lendo. sem regras, sem esforço de parecer um contato formal. como eu disse, estava tão concentrada em meus problemas que esqueci de viver um pouco. de ser eu. eu gosto de escrever minhas besteiras, ler meus livros e seguir meus objetivos. eu tive tantas ideias pra escrever pra vcs, mas simplesmente não saia. não tinha vontade de escrever. era como se a minha cabeça estivesse vazia (ou repleta de qualquer porcaria que me causava um bloqueio). tinha medo de escrever e me expressar. como se eu tivesse medo de um julgamento publico, e olha que vcs que leem meu blog a tempos, sabem que eu escrevo mesmo e não to nem aí pro que vcs pensam. eu me importo mesmo em me expor e talvez achar pessoas legais que compartilhem de minhas ideias ou se, pelo menos não compartilhar, que não venha com grosserias. eu espero não me acovardar mais e continuar escrevendo, e que Deus nos livre dos bloqueios mentais. estou feliz :D